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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

"Ser preso por causa de Jesus foi um presente”, diz pastor libertado de prisão no Irã

O pastor Behnam Irani disse que embora tenha sofrido torturas e espancamentos durante seis anos na prisão, não se sentiu sozinho, pois Deus nunca o abandonou.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA PORTAS ABERTAS
Pastor Benham Irani passou seis anos preso no Irã. (Foto: Portas Abertas)
Pastor Benham Irani passou seis anos preso no Irã. (Foto: Portas Abertas)
"A vida na prisão não é fácil, mas ser preso por causa de Jesus foi um presente para mim". A declaração impactante e comovente veio do pastor Benham Irani, que passou seis anos preso no Irã, por não aceitar abandonar seu ministério e não negar sua fé em Cristo.
Recentemente, a equipe da Missão Portas Abertas visitou Irani e conversou com o pastor. Embora ele assuma ter enfrentado momentos realmente difíceis, reconhece que não o fez sozinho, pois Deus nunca o abandonou.
Behnam Irani foi libertado pela justiça do Irã em outubro de 2016, após passar seis anos preso. Durante todo esse período, a sequência de maus tratos, espancamentos e torturas físicas que ele sofreu acabaram lhe causando sérios problemas de saúde.
Os colaboradores da Missão Portas Abertas tiveram a oportunidade de visitar Irani em sua casa, e ver a alegria de sua família em estar reunida novamente. O pequeno Adriel, de 9 anos (filho do pastor) sempre corria em direção ao pai para lhe dar um beijo e abraçá-lo. A reação de Benham ao ganhar as demonstrações de carinho do garoto parecia ser um misto de alívio e contentamento.
Atualmente, Irani, sua esposa e os dois filhos (Adriel e Rebeca, de 14 anos) vivem como refugiados na Turquia. Antes de ser preso, o pastor liderava uma denominação de igrejas domésticas no Irã, mas não conseguiu dar continuidade ao trabalho, já que foi preso e pode voltar a ser condenado como "criminoso" se continuar evangelizando as pessoas na nação.
Sua esposa, Kristina comentou a felicidade de ter o marido novamente em casa e confessou que às vezes tudo ainda parece um sonho.
“Às vezes, tenho que tocá-lo novamente para me certificar de que não é um sonho e que ele realmente está sentado novamente no sofá da sala”, diz ela sorrindo.

Fé inabalável
Irani destacou que, mesmo diante dos momentos difíceis na prisão, nunca se sentiu desamparado por Deus.
“O Senhor esteve comigo todos os dias. A vida na prisão não é fácil, mas ser preso por Jesus foi para mim um presente. Ele me deu oportunidades de compartilhar seu amor por lá, nos lugares mais escuros e sombrios”, contou.
Se tem algo que o pastor lamenta por ter passado seis anos na prisão foi a perda um período significativo do crescimento de seus filhos.
“Adriel era muito pequeno quando fui preso e começou a se esquecer de mim. Ele só podia me visitar de vez em quando”, contou o pastor.
Pastor Behnam Irani se encontra com sua família após passar seis anos preso, no Irã. (Foto: Causes)

Agora, Behnam está aproveitando para, de alguma forma, compensar o tempo perdido com a família.
“Eu fui privado de seis anos dos abraços deles. Muitas coisas mudaram. Minha filha cresceu alegremente, mas depois dessa situação, ela ainda se assusta até com o som da campainha, com medo de que eles [policiais] me levem embora novamente”, comentou.

Vida que segue
Apesar da alegria de seu retorno para casa, as batalhas da vida de Benham ainda parece não ter acabado. O pastor tem uma lesão grave em seu pé que não foi tratada, e isso dificulta sua procura por um emprego. A família também ainda sonha em retornar para o Irã.
“Confiamos que Deus continuará fazendo o melhor para nós. Temos apenas que segui-Lo”, concluiu o pastor.
Em 2014, mais de 3 mil pessoas de todo o mundo escreveram enviaram mensagem de apoio ao pastor Behnam na prisão. Ele chegou a saber das cartas, mas foi impedido de recebê-las pelas autoridades iranianas.
Durante a visita, os colaboradores da Portas Abertas puderam entregar grande parte dessas cartas. Ao recebê-las o pastor sorriu emocionado e abriu os envelopes. Em seguida, mostrou à esposa e filhos.
“Ficamos felizes por saber que irmãos do mundo inteiro oraram por nós”, afirmou.

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