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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Família clama por milagre em frente a hospital e gera comoção: “A fé move montanhas”

O momento de oração foi feito para manter vivo o jovem Renan Grimaldi, que sofreu um acidente de carro e teve a morte cerebral declarada pelos médicos.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE O GLOBO

Vanessa da Silva, mãe de Renan, se ajoelha após direção do hospital decidir manter jovem ligado a aparelhos. (Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo)
Vanessa da Silva, mãe de Renan, se ajoelha após direção do hospital decidir manter jovem ligado a aparelhos. (Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo)
A fé e o clamor de uma família comoveu todos os que acompanharam o grupo na porta do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (29). A oração foi feita paramanter vivo o estudante Renan Grimaldi, de 18 anos, que sofreu um acidente de carro e teve a morte encefálica declarada pelos médicos.
Os procedimentos padrões indicam que os aparelhos que mantinham seu organismo funcionando artificialmente teriam que ser desligados. No entanto, após o ato de fé dos pais, parentes e amigos na entrada da emergência, a medida foi suspensa.
“Ele [Renan] não está morto. Ele está vivo. O coraçãozinho dele ainda está batendo, e os outros órgãos estão bem. Agradeço a Deus pela decisão dos médicos de não desligarem os aparelhos. Estou fazendo tudo o que posso. Vou até o fim. Meu filho vai sair de lá bem”, aos prantos disse a mãe, Vanessa Loureiro da Silva, de 32 anos, que é evangélica.
Popular entre os amigos e conhecido como um “meninão brincalhão”, Renan é estudante do 1º ano ensino médio no Colégio Franklin Carneiro, em Brás de Pina. No sábado, ele sofreu um acidente de carro em Olaria e foi levado para o Getúlio Vargas.

Renan Grimaldi é um jovem brincalhão e gosta de carros e motos. (Foto: Reprodução/Facebook)
A morte encefálica foi atestada pelos médicos na terça-feira (27), por meio de exames realizados num período de 48 horas. Nesta quinta, por volta das 9h, a direção do hospital chamou disse ao pai de Renan, o empresário Rodrigo Amorim Grimaldi, que atenderia aos apelos da família e não desligaria os aparelhos — mesmo contrariando as normas. Do lado de fora da unidade, os mais de cem amigos e parentes comemoraram a decisão. Vanessa, a mãe, se jogou ao chão de joelhos, em gratidão a Deus.
“Querem desligar os aparelhos e declarar a morte do meu filho, mas os órgãos estão funcionando bem. Não concordamos”, disse o pai, pouco antes da decisão da direção do hospital.
Depois de saber que os aparelhos seriam mantidos, Rodrigo estava aliviado e com esperança. “Nossa confiança é no Deus que cura. A Bíblia diz que a fé move montanhas.”
Em nota direcionada ao jornal O Globo, a direção do Hospital Getúlio Vargas informou que Renan Grimaldi chegou à unidade na madrugada de domingo, após o acidente, com múltiplos traumas, e foi operado. A morte encefálica foi declarada às 8h44m de terça-feira.
A direção disse ainda que, desde o início do processo, a família tem sido acompanhada pela equipe multidisciplinar da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, responsável por atender parentes de pacientes. “Assim como a direção do hospital, a Secretaria estadual de Saúde respeita e lamenta a dor da família”, conclui a nota do hospital.

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