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terça-feira, 29 de maio de 2018

IGREJA DOMÉSTICA É INVADIDA POR POLICIAIS SEM MANDADO DE BUSCA

Episódios assim são frequentes, mas autoridades dizem que estão fazendo seu trabalho de controlar as atividades religiosas


 29 DE MAIO DE 2018        

 Cristãos uzbeques reunidos em uma igreja doméstica (Imagem ilustrativa)


Na manhã do domingo de Páscoa, a igreja doméstica que se reunia na casa do cristão Stanislav Kim foi revistada pelo departamento de polícia de combate ao extremismo e terrorismo do Uzbequistão. Naquele momento, a igreja estava reunida para celebrar a Páscoa. “Eles bateram na porta por volta das 11h, e nós concordamos em deixar apenas um policial entrar, para ver que nós estávamos reunidos em paz”, contou Kim ao Forum 18 (organização de direitos humanos da Noruega que promove liberdade religiosa).


Sem se identificar, o policial se sentou e ordenou que cada um fosse até ele dar o nome. Ele saiu dizendo que a polícia estaria de volta em uma hora. Após terminarem o culto, os cristãos participavam de uma refeição juntos, quando um grupo de policiais invadiu a casa e começou a colocar os fiéis para fora da casa para anotar seus nomes. Novamente, os policiais não se identificaram, e saíram. As autoridades frequentemente fazem batidas policiais, processam e multam cristãos por exercer seu direito à liberdade de religião. Essas ações são mostradas na TV estatal.

Cristãos são detidos para interrogatório e material cristão é apreendido

Depois disso, no dia 15 de abril, sob a liderança do chefe do departamento de polícia de combate ao extremismo e terrorismo, Major Khamro Masimov, sete policiais invadiram novamente a reunião da igreja doméstica na casa de Kim. Um dos policiais filmou todos os presentes. Kim diz que eles fizeram uma busca ilegal e confiscaram as Bíblias infantis em russo, um Novo Testamento em uzbeque, um comentário bíblico, um hinário, doze cópias de uma revista cristã da denominação, 30 cartões postais e uma agenda pessoal. “Eles ignoraram nossos pedidos de que mostrassem suas credenciais e o mandado de busca”, contou o cristão.

Os sete adultos que participavam da reunião foram levados à delegacia para interrogatório. O próprio Major Masimov interrogou Kim. “Quando dissemos à polícia que suas ações eram ilegais e nos recusamos a assinar qualquer documento, os policiais ameaçaram abrir um processo criminal contra nós”, disse Kim. Depois de duas horas de interrogatório, os cristãos foram liberados.

Quando perguntado porque esses episódios se repetem com frequência, o Major Masimov disse: “Nós não estamos fazendo nada fora da lei. Nossa lei de religião requer que toda atividade de liberdade de religião e crença seja registrada, então temos que continuar controlando todo exercício dessa liberdade".

Fonte:https://www.portasabertas.org.br

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